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quarta-feira, setembro 09, 2009

9/9/9






Tem horas que paro ouvindo algo e penso: “Engraçado, por que ninguém consegue superar os Beatles?”

Não, eu não sou um beatlemaníaco e nem mesmo conheço profundamente a discografia toda de cabo-a-rabo. Mas a questão acima não é somente no que diz respeito ao rebuliço midiático causado pelos quatro nos 60’s, seja pela histeria feminina ou pelos inúmeros mitos e lendas relacionados às canções, às capas dos discos e tudo mais o que envolvesse a imagem e comportamento daqueles geniais camaradas, mas a pergunta surge primeiramente e estritamente sobre suas composições.

Dias atrás estava entre amigos, e falávamos sobre os mais influentes na música do século XX. Se pegamos o início dos 60’s, ali no início da invasão britânica, temos ótimas bandas com composições que sua originalidade e pegada influencia milhares até hoje (vide Stones, Kinks ou Animals), mas o fato é que a superioridade das construções melódicas e arranjos (claro sem deixar de lado a produção também) dos FabFour é indiscutível. Para cada Satisfaction ou You Really Got Me temos dúzias e dúzias de canções no mesmo período que facilmente e de forma unânime alcançariam o patamar de “eternas” caso os Beatles tivessem lançado apenas um A Hard Day’s Night, Rubber Soul ou mesmo Please, Please me e em seguida extinguido. O mesmo vale para o período psicodélico ou mais experimental.

Tudo bem, no início eram rapazes mais bem comportadinhos e sobravam “yeah, yeah’s” para as garotas desabarem. Tudo bem que a psicodelia deles foi um pouquinho tardia (leia-se alguns meses) e que alcançaram maturidade musical com grande influência dos sons mais avant-garde da época, e não assim do nada. Mas novamente digo, que o motivo desse post ainda é a composição em si, as construções melódicas e de arranjos que há quase quarenta anos do último álbum dos caras, ninguém ou nenhuma banda conseguiu superar (mesmo tentando “emular” o som dos próprios).

Ouço bem mais outras coisas diariamente do que Beatles, e para ser sincero, não tenho NADA em casa, no momento, deles (estou me devendo entre meus vinis essa coleção). É que quando paro para ouvir (normalmente um álbum específico), após dias em execução, volto ao mesmo ponto, só que dessa vez ao invés de me perguntar “engraçado, por que ninguém consegue superar os Beatles?” , tenho que dar um espaço de uns dois dias para ouvir outra coisa sem pensar “isso foi totalmente influenciado por helter skelter, essa outra chupada de penny Lane com certeza, putz que plágio de im the walrus!”.

Here there and everywhere é a balada mais linda que existe.
E Happiness is a warm gun deveria ser de minha autoria.

E viva o dia mundial dos Beatles!

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