sábado, agosto 29, 2009
superhomem.blogspot.com apresenta:

Pois agora são seis, Atchim foi internado...
"Falar verdades sem compreensão é varrer a sala com vassoura molhada."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.

Pois agora são seis, Atchim foi internado...
"Falar verdades sem compreensão é varrer a sala com vassoura molhada."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
quinta-feira, agosto 27, 2009
Rascunhos d'O Genuflexório
Vai aqui uma dica e um poema.
Outono Abafado
Ao que parece
Todas as próximas horas são desconhecidas
Tão fascinantes são as terças
umas três e dezesseis
ou a maçaneta úmida
ao amanhecer o domingo
(o sono vai e vem quando quer)
é teu o aroma que me faz repousar tranqüilo
não o das borboletas
queridas estampas aquecem
é teu aquecer com asas!
tenho riso para tudo:
A inspiração da carreira precoce
traz palavras lacradas em vermelho
no nariz, nos pés, nos vestidos
tenho o riso
como criaturas inquietas
misteriosamente
oriundas dos respingos
do mijo.
Outras tão mal-criadas
não atentas ao menino
que na carroceria repete:
“Hoje é dia de morrer!”
Todas as próximas horas são desconhecidas
aos que decidem revelar-se
com passos calmos
A Vontade pura e ancestral
de se fartar risonhos
de Silêncio e Possibilidade.
Corram! Alcancem o minuto
Até o pensar gerúndico abraçar
A jovem de lábios carnudos
Os felinos alaranjados que rondam
O porteiro do cotidiano
Postes, igrejas e varandas
Corram! Deixem o segundo alcançar
em milésimos escondem-se os fatos
o Amor esquiva-se gracioso
da impaciência objetiva
dos normais.
Tudo está acontecendo
e intrigam os desavisados
essas efervescentes revoluções mágicas
na catraca e no culto
no livro e no caixa
Que tal lambermos os bustos
e vendermos desilusões na praça?
nosso fingir encerra calado
As nossas náuseas se acabam
num dia comum.
Outono Abafado
Ao que parece
Todas as próximas horas são desconhecidas
Tão fascinantes são as terças
umas três e dezesseis
ou a maçaneta úmida
ao amanhecer o domingo
(o sono vai e vem quando quer)
é teu o aroma que me faz repousar tranqüilo
não o das borboletas
queridas estampas aquecem
é teu aquecer com asas!
tenho riso para tudo:
A inspiração da carreira precoce
traz palavras lacradas em vermelho
no nariz, nos pés, nos vestidos
tenho o riso
como criaturas inquietas
misteriosamente
oriundas dos respingos
do mijo.
Outras tão mal-criadas
não atentas ao menino
que na carroceria repete:
“Hoje é dia de morrer!”
Todas as próximas horas são desconhecidas
aos que decidem revelar-se
com passos calmos
A Vontade pura e ancestral
de se fartar risonhos
de Silêncio e Possibilidade.
Corram! Alcancem o minuto
Até o pensar gerúndico abraçar
A jovem de lábios carnudos
Os felinos alaranjados que rondam
O porteiro do cotidiano
Postes, igrejas e varandas
Corram! Deixem o segundo alcançar
em milésimos escondem-se os fatos
o Amor esquiva-se gracioso
da impaciência objetiva
dos normais.
Tudo está acontecendo
e intrigam os desavisados
essas efervescentes revoluções mágicas
na catraca e no culto
no livro e no caixa
Que tal lambermos os bustos
e vendermos desilusões na praça?
nosso fingir encerra calado
As nossas náuseas se acabam
num dia comum.

