sábado, setembro 30, 2006
I did it my way

quinta-feira, setembro 21, 2006
anxiety, keeps me happy
Ando tenso. Meu sorriso trêmulo e estúpido. Meio paranóico. Algum amigo, alguém por aí com minha coletânea do Leonard Cohen? Prometo que não tenho mais conselhos...
>>>We are your friends, sucker...<<<
terça-feira, setembro 12, 2006
Todo Festival tem seu fim...

Estive do último dia 07 até anteontem em um sonho bom, daqueles que só mesmo a Chapada Diamantina poderia proporcionar. Uma cidade histórica entre muralhas verdes, iluminada por luzes de todas as cores e pelos mais variados sons.
Mesmo nunca tendo botado muita fé n’Los Hermanos, assisti na noite serena da independência um show no mínimo cheio de boa energia (com direito a refletores ao público cantando refrão de Ana Júlia e tudo, 'ah meus dezesseis anos....') e a impressionante façanha de TODOS os presentes (não eram poucos, podem apostar) saberem na ponta da língua TODAS as letras de Camelo/Amarante. Estava estampada na cara dos Hermanos a satisfação de estarem apresentando seu reconhecido trabalho naquele lugar inspirador.
O que dizer então de Leoni passando o som na tarde de sexta com um quinteto de cordas e com um punhado de gente na frente do palco pedindo uma palhinha e sendo atendidos com umas duas daquelas músicas babas, porém tocantes, que só o vozeirão do ex-Kid Abelha proporciona às jovens fêmeas enlouquecidas. Valeu mais até que o próprio show, tal cena. Até porque durante o show passei maior parte do tempo observando um casal intelectual (senhor de idade com camisa de botão pra fora e coroa com vestido hippie-chic) que comia mais do que eu nos 03 dias por ali, enquanto aguardava meu açaí sair (lembrei da Ruth Lemos...). E os drinks e comidas daquela cidadezinha encantada? Eram tantas as opções de bares e restaurantes interessantes que numa mesma noite você poderia estar em num Café Madrid, num boteco de CaboVerde ou num lounge space de uma boate em L.A.. Não, não era só efeitos dos Mojitos, falo sério.
Sabe aquele jargão usado principalmente em shows de axé/pagode ou em casamento de poodles, “Só tinha gente bonita....”? Em Lençóis do dia 07 ao dia 10 isso era literal. Achar uma pessoa feia ali correspondia achar uma bonita em Ilhéus em baixa temporada. Só tinha artista. No show de Andrew Tosh era lindo ver aquela multidão toda levantando vagarosamente as pernas de um lado pro outro ao som de legalize it , o pai dele se maravilharia com aquela cena...
Trilhas, gentes boas caminhando e cantando e seguindo a canção até às cachoeiras e grutas, cerveja e churrasquinhos valendo ouro em tais locais e à noite de volta à música boa na praça: Gerônimo quase me fez baixar um santo com aquele candomblé em massa. Bonita apresentação e um show de percussão e sopros. A atração principal da noite, e provavelmente do Festival, subiu elegante acompanhada apenas por um violonista. Ouvir pela primeira vez ao vivo uma voz conhecidíssima é sempre interessante. O show de Gal foi uma turnê pelas novelas globais. Era tanta gente aglomerada naquela praça no momento, que para ir de um bar a outro demorou Meu bem, meu mal toda.
E aí pra encerrar, um show empolgadíssimo da banda dum ex-Fama. Um looooongo pout-pourri de Rappa a Dj Malboro, Jota Quest a Asa de Águia, enfim uma banda de baile bastante profissional.
Por falar em Asa de Águia, a música “tema” do Festival está ressoando até agora em minha cabeça naquela voz, que se não é de Durval Lelys o cara imita bem pra carai: “Eu curti Lençóis, eu curti Lençóis, eu curti Lençóis (72x), aê, aêeeee...”
Pois é, tinha que compartilhar esse momento ímpar com meus destemidos leitores. Na próxima eu fico por lá mesmo de garçom na Taberna de Vanderlin...

