quinta-feira, setembro 22, 2005
A quem interessar possa...

otimismo
de ótimo
s. m.,
sistema ou filosofia dos que têm fé no progresso moral e material da humanidade, na melhoria das condições atuais, na evolução social para o bem e para o ótimo;
disposição natural ou tendência para ver as coisas pelo lado bom, esperando sempre uma solução das situações ainda muito difíceis.
Sou otimista em relação aos seres viventes e suas manifestações.
Vejo minha vida renovando-se todos os dias, seja psico, emocional ou fisicamente (lembram-se da história do pâncreas em O Ponto de Mutação?), acordo sabendo que todo o curso da minha vida inevitável, sem nexo e com prazo de validade indeterminado depende de coisas que estão além de meus quereres e dos quereres dos outros.
Uma xícara de chá ingerida mais ou menos lentamente pode mudar o rumo de tudo, assim como um olhar estranho e distraído em nossa direção no meio da multidão pelas alamedas pode despertar em nós, mesmo sem percebermos, sede, angústia, conforto, vontade de ver uma comédia-romântica ou mesmo os maiores pesadelos.
Teoria do Caos? Não, não é bem isso. Estou falando de ligações um pouco mais simples, porém ainda menos perceptíveis. Quem já pensou que um bife acebolado mal passado e mal mastigado poderia causar fisiologicamente irritações constantes que levariam a uma demissão por justa causa, por exemplo? Pensamos em todo nosso trajeto como equivocado e, frustrados, nos auto-flagelamos ou culpamos tudo e todos a nossa volta mas nunca pensamos num simples bife.
Não, não sou vegetariano.
A Vontade está acima das sensações fisiológicas ou dos “esquemas” da psique. Nossa vontade de existir deve sobrepor à própria existência, conseguimos assim diagnosticar e “sarar” a mente e consequentemente os males do corpo e suas sensações desagradáveis.
Isso já está soando livro de auto-ajuda, mas não era a intenção.
Quando deixamos as sensações imediatas regerem nossa existência e nossas relações com o mundo viramos escravos de uma mente doente, mimada, limitada e auto-destrutiva.
Sentir o que nos move é essencial. Captar essa frase literalmente também.
As ligações existentes entre todas as coisas me impressionam.
Sou otimista sobre as pessoas. Ultimamente todos parecem estar reconhecendo necessidades que até algum tempo eram de difícil emersão. Nuances que vão desde reconhecer a causa primeira de determinadas sensações (euforias, irritações, angústias, relaxamento, alegria repentina, etc.) até o que realmente é o prazer e a satisfação individual, que não necessariamente estão sempre ligadas ao estereótipo “feliz e sorridente”.
Sou otimista sobre o nosso rock n’roll querido. As bandas estão renovando e novos climas atemporais estão surgindo.
Sou otimista sobre a política e a religião, claro que sobre a superação de ambas.
Silencie-se por uns segundos (o interior principalmente), inspire e expire. Perceba então quão é inevitável a renovação...
quinta-feira, setembro 15, 2005
Here we go...

“Você mirou sua flecha há tanto tempo que já nem acreditava que o alvo estivesse lá, não é mesmo? Pois está, arqueiro. E você está cada vez mais próximo de atingir seus objetivos. Prepare-se bem, mantenha sua atitude otimista. Vêm aí mudanças, reviravoltas, reformulações. Finalmente é chegada a hora da alquimia.”
Li isto hoje em um horóscopo.
A Vida é estranha, inesperada e muitas vezes incompreensível, porém os detalhes de cada movimento, de cada ciclo, os feitos da memória, dos sentidos fazem do prazer na Vontade reger e alimentar mais um pouquinho motivos vários para deleitar nessa oportunidade única.

