quarta-feira, junho 29, 2005
Time is on my side...

O tempo passa rápido, muito rápido. O mais incrível é que, como foi escrito em Eclesiastes, realmente há tempo para fazer tudo.
Estou me sentindo velho. Estou casado, tenho duas princesinhas me chamando de pai com minhas características genéticas sendo visivelmente perpetuadas, contas pra pagar, pessoas que conheci ainda crianças virando médicos, advogados, dentistas e etc. Estou sem entender o gosto dos adolescentes “de agora” por determinados estilos de música e comportamento e cada dia que passa amo mais meus discos de vinil.
Estou me sentindo novo. Quando eu tiver a idade de meu pai, minhas princesinhas serão quase 10 anos mais velhas do que eu sou agora. Não sei nada, ou pouca coisa sobre o mundo e seus sistemas. Eu fui fã de He-man, Caverna do Dragão, Smurfs e colecionei Ploc Monster, tudo isso há pouco mais de uma década. Sou calouro universitário e tenho muito conhecimento para assimilar e absorver, pois ainda não entendo telejornais e ainda prefiro os desenhos do Coyote.
Sei tocar violão, não sei nadar, sei cozinhar, não sei preencher cheques, sei desenhar, não sei mexer com eletricidade, sei cuidar de criança, não sei jogar baralho, sei de música, não sei de filmes, sei entender as pessoas, não sei fazer-me entendido.
Lembro-me da canção de Tom Zé: eu sou velho, velho, velho, velho e menino...
segunda-feira, junho 27, 2005
superhomem.blogspot.com apresenta:

E você ainda dá ouvido...
"A Verdade foi saindo de fininho quando viu a feiosa Jactância aproximando."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.

E você ainda dá ouvido...
"A Verdade foi saindo de fininho quando viu a feiosa Jactância aproximando."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
segunda-feira, junho 20, 2005
Primeira-feira

Tem dia que tudo parece extraordinariamente real. Para mentes que divagam e são abstraídas todo o tempo pela lógica da surrealidade dos instantes, estes dias são... estranhos.
Hoje nada conseguiu tirar-me do normal, do exato, de minha consciência presente e inseparável do eu: falar, andar, comer, trabalhar, etc... Nem a música hoje deu “barato”.
Uma segunda-feira em seu estado clássico. Nada de devaneios, nenhuma conversa com trocadilhos ou sintomas da Síndrome de Ganser manifestados subitamente.
Cadeira, teclado, monitor, sistema. A vontade pairou apenas na espera, óbvia, pelas 18:00h.
Um dia em que nem a pergunta mais angustiante, nem a dúvida existencial mais profunda, nem as questões dramáticas sobre as razões suscitar-me-iam abstração alguma.
Não há fervor, nada prestes à ebulição, nem uma gélida e profunda introspecção.
O horror está em estar morno. Racional e comum, indiferente e calmo.
Lembrei ao escrever de que o morno só serve para provocar vômito.
Seria um novo estágio? Um deleite no cotidiano? Uma agradável fadiga?
quinta-feira, junho 16, 2005
"Dentes serrados, Minduim..."

Tem um provérbio de um inglês aí que diz que tudo que se pode acreditar já é imagem da verdade...
Fui criado em uma sociedade onde a energia essencial do homem, ou seja, aquilo que somos como inteligência quando fomos concebidos, por anos foi tratada como o verdadeiro Mal, como o verdadeiro pecado, como desvio do que é Divino. Aos poucos fui percebendo que isto agravou ainda mais os problemas da alma e a luta do homem para reconhecer seu propósito em vida, seja com a auto-flagelação ou total desleixo em relação à existência mortal e sua natureza Divina.
O ódio, a impotência, a frustração são produtos desta luta constante que fomos obrigados a travar inutilmente, que acaba numa necessidade vital de se auto-afirmar através de uma paixão em demasia por aquilo que pensamos ou fazemos em vida. E Deus aguardando nossa sintonia...
Insisti por muito tempo na confusão entre conhecer a si mesmo e buscar a Verdade dentro de si. Com isso, alimentei por anos um certo desdém pelas pessoas e aversão à gente. Mas, desde quando comecei a enxergar as coisas de uma forma mais holística (vide A Obra do Artista, Frei Betto, 1995), minha tolerância passou a ser bem mais e melhor exercitada, principalmente em relação às pessoas. O auto-conhecimento não leva a Verdade em si, mas é fundamental para reconhecê-la nas “coisas” (contrariando a frase de Goethe sobre a alegria...).
Com a discussão sobre “personagens”, “mães” e Paulo Coelho aí ao lado, lembrei que “amor consiste em não fazer da diferença divergência”, como diria Frei Betto, e assim entendi que um dos grandes propósitos é que os homens sejam felizes e livres, e parei de deixá-los cativos em minha crítica, pois somos essencialmente diferentes.
Ao despir da infantil vaidade o homem entra instantaneamente em sintonia com seu Criador, por isso da próxima vez que me for requisitado “serrar os dentes”, não mais chutarei a bola.
sexta-feira, junho 10, 2005
Quadrinhos Heréticos
Então chegaremos ao tempo em que todos perceberão que o sobrenatural,anjos e demônios estão todos entre nós, que os mortos nos observam, e tudo está num mesmo lugar, os sentidos dividem os mundos e as diversas formas de matéria.
Que a próxima tirinha virtual está para nossa visão como nosso assombroso "sobrenatural" está para nossa existência mortal...
A imagem abaixo é um link que levará todos a revelações surpreendentes.

quinta-feira, junho 02, 2005
superhomem.blogspot.com apresenta:

Parla!
"Os Desejos dizem olá a todo instante do Tempo que se despede."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.

Parla!
"Os Desejos dizem olá a todo instante do Tempo que se despede."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
quarta-feira, junho 01, 2005
Pra cantar junto...

Cheguei hoje ao trabalho com um baita sentimento de "nada". Fui numa rádio On-line e esta canção de Mr.Hansen fez meu dia nascer feliz:
"Your sorry eyes, they cut through bone.
They make it hard to leave you alone.
Leave you here wearing your wounds
Waving your guns at somebody new.
There’s too many people you used to know
They see you coming they see you go.
They know your secrets and you know theirs
This town is crazy, but nobody cares.
There’s a place where you are going
You ain’t never been before
There’s no one laughing at your back now
No one standing at your door
Is that what you thought love was for?
Baby I’m a lost
Baby I’m a lost
Baby I’m a lost cause.
I’m tired of fighting
I’m tired of fighting
Fighting for a lost cause."
Lost Cause - Beck (Sea Change, 2002)
Não acho interessante postar letras em inglês, mas estou muito ocupado agora salvando o mundo, e não tenho tempo para traduções.

