sábado, maio 21, 2005
Eu x Eu espalhados em mim

Bom dia amiguinhos, já estou aqui, cheio de nostalgia pra me divertir.
Estou em novo emprego, e como não poderia ser diferente, de frente à um computador, sistemas, planilhas, relatórios e claro, Velox!
Kazaa já instalado, em instantes de folga busco e rebusco antiguidades, flashbacks e outras coisas que deixei de conhecer anteriormente por pré-conceito e preconceito (no pejorativo mesmo). Tem aquelas músicas inesquecíveis daquela coletaneazinha que tá passando na Globo: Oingo Boingo, Inxs, além de Sinead O´Connor, Twisted Sister, Europe, Cindy Lauper e A-ha, coisas gay mesmo, sabe.
Mas voltando ao bom e real tom, estou em fase de balanço, tipo vendo “do que sou feito” (sou casado, hetero e pai de duas filhas, caros leitores), procurando com clareza e leveza aqueles sentimentos, sons, cheiros, gostos que realmente prefiro e que fazem buscar, conseqüentemente, auto-conhecimento e maior satisfação pessoal, deixando cair determinadas máscaras, e assumir que se não fosse Carlinhos e seu amigo no carrocel, eu conheceria Radiohead através de alguém com óculos de armação grossa e preta com camisa da Adidas, anos depois.
Descobri que Milton Nascimento, nos tempos áureos, lembra demais Le Orme (banda progressiva italiana) e Yes, e que o álbum de estréia do Franz Ferdinand levará anos para ser desbancado.
Tchau, tchau, tchau, eu vou viajar...
quarta-feira, maio 18, 2005
Quadrinhos Heréticos
O Sono
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono! ...
Álvaro de Campos.
Abaixo, mais uma piadinha...insone

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono! ...
Álvaro de Campos.
Abaixo, mais uma piadinha...insone

sábado, maio 07, 2005
Puxa, puxa, que puxa...
Ladies and gentlemen, el Superhombre está aqui, não há o que temer.
Muitas coisas aconteceram desde o último post, coisas muito importantes e interessantes que mudaram completamente o curso de minha vida, o meu pensar e a visão das coisas.
Claro, não vou falar nada sobre isso, além de encontrar-me em um período de transição, não interessaria aos meus amados leitores saber sobre meus problemas com impressoras ou um gato persa imundo em cima da mesa...
Mas a verdade é que me encontro num momento agradável: emprego novo, otimismo, uma leve e singela paz de espírito e a esperança viva de que na próxima semana terei dinheiro para botar esse bolo de pêlo sujo para tomar um banho...
Decidi apostar no que é CERTO. Como você sabe o que é CERTO, Super?
Tudo que eu sempre quis mais-ou-menos, por achar que assim ninguém me cobraria, eu acabei tendo que encarar de frente nos últimos tempos, sozinho e sem heróis. O CERTO agora, seria tirar dos mais todos os menos, procurando harmonia e outras coisas de cunho abstrato e metafísico que explicam a vontade de sorrir mais e reclamar menos da vida. Alguém tire esse Garfield Rastafari da minha frente...

