sexta-feira, julho 30, 2004
Eu boto ou não boto...
Não vou mentir que hesitei, ao fazer o cadastro na merda do Blig, em começar um Blog. A primeira coisa que pensei foi que o próximo passo seria curtir Kelly Key ou comprar uma camisa preta com a palavra PAZ ou RESPEITO em branco ou pior: começar usar óculos com armação quadradinha, grossa e preta...
Mas o que me encorajou foi ver que a Web é um ótimo meio de comunicação e divulgação de idéias, sejam elas proveitosas ou não, e que nem todo mundo precisa (exceto os mais megalomaníacos) de um site completo, cheio de páginas, para falar de si mesmo e do que pensa, e os blogs acabam sendo uma ótima opção. É muito provável que você que está lendo essa baboseira batida sobre blogs, concorde plenamente, até porque você já deve ter o seu ou pretende ter se está lendo o dos outros, se não, fecha a janela que estou ficando com vergonha de ter um e ter que defende-lo.
O pior é que, como sempre, para os desprovidos de massa cefálica, caçadores da ondinha da hora, e que acham que ter idéia boa é ficar repetindo pra si mesmo o número 51, inventaram o fotolog, já que não conseguem escrever uma linha, publicarem suas bocas abertas com notas embaixo da foto como: “Eu, Dinha, Kinha, Binha, Linha, Pinho e Tinho”.
Na verdade, isso acontece com tudo e todos todo o tempo, o negócio é fazer tudo de forma I.S.O (inteligível, simples e objetiva) como diria meu patrão.
É como esse negócio de liberdade de expressão, não à violência, neo-paz e amor. Hoje todo mundo fala tudo, sobre todos, sobre tudo... E aí é que a coisa pega. Se for tirar satisfação de alguma conversinha, vem logo um com história de “na paz”, “na boa” e aí a língua dos murfinos corre solta por trás. Essa onda de “todo mundo na boa” entre a juventude presente está criando, ao contrário do que se pensa, mais uma tonelada de hipocrisia. Mas isso é Sociologia, e disto, só quero ouvir falar ano que vem, quando começar a graduação...
Como se nota no post acima, aforismos bons se constroem com falta do que falar.
Amar é...
Não sei se vcs já ouviram falar do Googlism,é uma espécie de busca como o Google (e powered by Google) que ao invés de só pesquisar a palavra pela Web, busca significados para palavra de acordo com os conteúdos existentes onde a palavra é citada. Parece coisa pra americano cabeça-de-borrela, mas se vc pesquisar as palavras "certas" como nomes de pessoas (seu próprio nome, Lula, Bush etc...)ou nome de outras coisas (pussy, hemp ou indie...)dá uns resultados até engraçados se vc ler fazendo a ligação de um resultado e outro como se fosse um texto.
quinta-feira, julho 29, 2004
Música no Sangue
Eu não tenho nada a ver com isso...
terça-feira, julho 27, 2004
superhomem.blogspot.com apresenta:
Se esfriar mais, estraga...
"Acreditar primeiro é sabedoria, creditar primeiro é tolice."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Se esfriar mais, estraga...
"Acreditar primeiro é sabedoria, creditar primeiro é tolice."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Show do Milhão
Sempre fui fã de jogos de perguntas e respostas, pelos meus cálculos já teria ganhado uns 3 a 4 milhões respondendo as questões de Seu Abravanel. Respondi um no NOPARANOIA da Juliana e percebi que a onda agora é criar seu próprio jogo,normalmente para os amigos verem o quanto te conhecem, pois então, eu quiz, também. Então caros leitores, acessem e quem acertar ganha um zorro...
quinta-feira, julho 22, 2004
Take me down to the Paradise City...
Eu (pra quem não conhece, com a camisa manjada da Mulher do Padre) e a rataiada na nossa última visita ao lar doce lar da nossa querida e sábia Índia.
Mucugê-Ba é um daqueles lugares que a única forma sincera, honesta e real que se tem para descrever sobre, beira ao dadaísmo:
"Mucugê é a melhor cidade do mundo. Eu gosto muito de Mucugê. Como é lindo Mucugê! Você já foi à Mucugê? Que pena! O Rio Paraguassú é muito bonito, sabia? O cemitério Santa Izabel também. Toda minha família gosta de Mucugê e eu também."
É, acho que estou precisando de férias...
terça-feira, julho 20, 2004
superhomem.blogspot.com apresenta:
Ao som de "Family Affair" - Sly and the Family Stone...
"Antes de procurar chifre em cabeça de cavalo, procure selá-lo."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Ao som de "Family Affair" - Sly and the Family Stone...
"Antes de procurar chifre em cabeça de cavalo, procure selá-lo."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
segunda-feira, julho 19, 2004
Peixe morre pelos dedos...
Já está disponível aí ao lado um muralzinho para meus prezados leitores comentarem, caluniarem e meterem a língua onde não são chamados...
sexta-feira, julho 16, 2004
Abra Cadabra!

Ontem consegui liberar meu aparelho de DVD (que já estava sendo mal julgado como ultrapassado por seu dono) para reconhecer VCD. Assim pude assistir os VCD´s que Ruxon havia me emprestado. O primeiro, um concerto na Alemanha dos Ramones em seus golden years, logo após o lançamento do "Road to Ruin", provavelmente uma das melhores coisas que já vi ao vivo. Falo sério, tenho vários “pôxas” em minha cabeça, mas um dos maiores é esse: “Pôxa, nunca verei os Ramones ao vivo...” Soube que, infelizmente, Johnny Ramone também está com câncer. Parece que os integrantes da maior banda punk rock do mundo estão, após sua dissolução e dever cumprido, indo um a um alegrar outras esferas.
O segundo era um VCD de gravações de dois shows dos Misfits. Aquilo sim, era um verdadeiro show punk: lugares minúsculos, um monte de maluco se espremendo para alcançar o microfone e berrar o refrão das músicas aterrorizantes do jovem Glenn Danzig (de cabelo curto e sem ter puxado muito ferro ainda, é verdade). Seria tudo perfeito (?) se não fosse a péssima performance do guitarrista, principalmente numa das minhas canções favoritas, “Devilock”, onde a única coisa que está no tempo certo é o vocal de Danzig. Neste mesmo VCD ainda constava outro show com imagens de baixíssima qualidade dos Misfits e um show da época do "Pleasant Dreams" dos Ramones, muito legal por sinal ver e ouvir “This business is killing me” ao vivo.
Após meu deleite em assistir os VCD´s em meu aparelho desbloqueado, coloquei o show "California Jam" do Deep Purple. Sei não, sou do tipo conservador sobre certas coisas, David Coverdale e Glenn Hughes têm energia legal e eu até curto a música "Burn" e tudo, mas o Purple é Purple com Ian Gillan e Roger Glover mesmo, fora que Ritchie Blackmore detona suas Fender e seus amplificadores, claramente, mais por insatisfação do que por “espírito-exaltado-do-rock n´roll” (ou vocês acham que a 1em pé 2alados quebrava tudo por que achava bonito?). Engraçado ter na capa do DVD: O melhor show da banda! Para leigos, ter aquele registro como o que foi o Deep Purple, é melhor ficar só com o Casseta & Planeta mesmo...
quarta-feira, julho 14, 2004
superhomem.blogspot.com apresenta:
Só pra variar, na quarta...
"As expectativas são superadas com muita fé e perfume."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Só pra variar, na quarta...
"As expectativas são superadas com muita fé e perfume."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Killing me softly with their songs...

Tem gosto pra tudo, como já dizia minha mãe, minha tia, Seu Zé da Mercearia e eu também já disse isso uma porção de vezes. Já falei sobre as “coisinhas estúpidas” e meu eterno questionar sobre a paixão das meninas por aquele troço chamado Hello Kitty. Ontem conversando com minha legítima, falávamos sobre coisas que determinadas classes curtem. Como todo mundo que passa dos 50, gostar de “O que é, o que é” de Gonzaguinha ou pessoas da classe média para média baixa gostarem de Lionel Richie, até aqueles que andam o tempo todo vestidos como atletas, de shortinho e camiseta Adidas e passam a vida toda morando com a mãe.
Mas o mais intrigante: Pessoas (e não estou falando de minorias), que te recebem em casa para uma festinha e insistem que a melhor música ambiente do mundo é Modern Talking! Algumas pessoas só ouvem essa coisa alemã, tétrica, em “ocasiões especiais”, outras insistem em colocar altíssimo no som do carro como se fosse o apogeu de seu gosto musical refinado. Sinceramente, até ter buscado no Oráculo, nunca tinha visto a cara desse povo, mas a música... “Brother Louie Louie Louie, oh she's only lookin' to me...”, entre outras ficam em sua cabeça durante semanas, fazendo você lembrar o gosto de Dom Bosco da última ressaca fudida. Se você é fã dessas moças do Modern Talco, entre em contato e esclareça para mim: O que esse povo vê nessa música tosca, qual sentimento sublime (fora o de arrependimento por ir àquela festa), que você resgata ao ouvir e suportar a pior decepção musical que a Alemanha já produziu aos meus ouvidos (ganha até de Ramstein), e fazer disso ainda quase que um ritual?
Meus pêsames, e aguarde minha próxima resenha: Porque as pessoas insistem em usar termos toscos como “roqueiro”, “metaleiro” ou “pauleira” nesse novo milênio.
terça-feira, julho 13, 2004
Confira o melhor texto publicado na Web em homenagem ao dia Mundial do Rock n' Roll (para o Sexo e as Drogas todo dia é Universal) e veja se você ainda carrega o "espírito rock n´roll" consigo após tantas decepções ideológicas.
Por favor pulem a parte "Arrume uns baba-ovos", pois o dono do blog sentiu-se ofendido(recomendação válida exceto para minha legítima, que irá gostar muito de saber do perfil dos baixistas em relação aos assédios).
sexta-feira, julho 09, 2004
Tudo ao mesmo tempo agora...

quinta-feira, julho 08, 2004
Procuro aquilo
onde o Não Estar
mal saberia
mas o sentido se foi com a pergunta
Além da Força
o eterno é utopia
Porém me disseram
que as palavras ficam
Aqui estão!
Vagas, mal-acabadas, sem vontade...
Aqui estão!
Como fadas, mal-amadas, pretensiosas
com a idade.
onde o Não Estar
mal saberia
mas o sentido se foi com a pergunta
Além da Força
o eterno é utopia
Porém me disseram
que as palavras ficam
Aqui estão!
Vagas, mal-acabadas, sem vontade...
Aqui estão!
Como fadas, mal-amadas, pretensiosas
com a idade.
terça-feira, julho 06, 2004
superhomem.blogspot.com apresenta:
E outros pensamentos concebidos diretamente da Base Shuttle...
"Hoje sabemos que quando o Tempo perguntou para o Tempo, o Tempo não teve tempo de responder..."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Errata: A Change de minisaia e calcinha branca citada no post "Mas eu sou inocente..." era a ChangeMermaid e não a Fênix (que tinha cabelo curto e a maior pinta de sapatão, é verdade).
E outros pensamentos concebidos diretamente da Base Shuttle...
"Hoje sabemos que quando o Tempo perguntou para o Tempo, o Tempo não teve tempo de responder..."
Assim falou a Sábia Índia do Sincorá.
Errata: A Change de minisaia e calcinha branca citada no post "Mas eu sou inocente..." era a ChangeMermaid e não a Fênix (que tinha cabelo curto e a maior pinta de sapatão, é verdade).
segunda-feira, julho 05, 2004
"It’s one for the money, two for the show..."
A última vez que tive de defender o talento acima do “apadrinhamento”, (diga aí Japon!...) nessa última sexta, percebi que se você faz arte, seja plástica, literária ou mesmo música, a estética e a atitude devem estar presentes como vinagrete e cerveja num churrasco (foi primeira comparação que me veio a mente, pra variar).
Vão insistir logo comigo que Elvis e Beatles foram o que foram e são o que são por causa da mídia e da produção envolvida.
Coronel Parker não cantava e nem tinha estilo, beleza e uma presença de palco que faz até hoje um monte de tiozinho parrudo por aí fora pagar mico; não há, até onde sei, nenhuma composição Lennon/Epstein ou Epstein/McCartney que tenha marcado toda história da música contemporânea com arranjos e melodias, no mínimo, eternas. Sim, tiveram visão e souberam acompanhar tendências para formar mitos.
Disseram-me que música é som e só. Aliás som com alma, e só. O negócio é que nosso cinqüentão roquenrou, cheio de alma, surgiu numa época de ascensão e consolidação do capitalismo e onde as artes passaram a ser exploradas definitivamente como produto e serviam como (a história sempre se repete através dos séculos) distração para os que poderiam vir a questionar o “new way of life”. Não, não adianta falar que Zeppelin, Doors, Sabbath, chegaram onde chegaram, no sentido de reconhecimento e influência, só porque eram incomparáveis, únicos e insuperáveis, pois na mesma época haviam quilos de bandas por todo o mundo que diziam e representavam o mesmo processo evolutivo na música. Mas sim, tinham talentos individuais que foram reconhecidos pelas pessoas certas e que fizeram bom uso da mídia para poder propagar o que era o “underground” até então.
Não entendo o sentido pejorativo da palavra “mídia” que sai da boca de alguns que curtem um som bacana.O Rock foi criado, divulgado, consumido e eternizado graças ao bom uso dela. Claro, hoje existe uma grande e esmagadora opressão por parte das grandes indústrias fonográficas em relação ao artista independente, que para ver seu trabalho sendo apreciado por uma quantidade maior de pessoas, tem que se enquadrar no perfil do que é rentável no momento, se “vendendo” e deixando, muitas vezes, seu propósito inicial com a música de lado. Porém, o “underground”, o “alternativo” quer ser ouvido, ser reconhecido e mudar visões, e não ser “elitizado” por pessoas com pseudo-cabeças-abertas (não falo de você não, valeu Japon?), quer produzir outros Zeppelins, outros Doors e Sabbaths, sendo apreciado e acessível a todos, com ou sem “mídia”, mas com talento, em sua estética e atitudes de vanguarda.
Hoje faz 50 anos que “That´s alright, Mama”, o primeiro single de Elvis, foi lançado.
P.S: Como ninguém quer ficar no anonimato e quero poupar o saco de vocês em relação ao cadastro do Blogger, estou retirando os comments e deixando a disposição meu e-mail ao lado para os que tiverem dispostos a comentar minhas heresias, ficarem à vontade.
quinta-feira, julho 01, 2004
Das coisinhas estúpidas
O mundo é recheado de coisinhas estúpidas. Sabe aquelas coisas que existem, todo mundo usa, todo mundo acha legal, mas no final das contas é completamente sem sentido, não infrói nem contribói.
É muito chato às vezes reconhecer a inutilidade das coisas. Quando se trata de pessoas ou personagens ainda é mais chato. Não venham me chamar de interesseiro, pois assim como existem pessoas interessantes, outras ganhariam Oscar de coadjuvantes dez anos consecutivos. Mas para ser uma coisinha estúpida, além de vazia, sem propósito e desinteressante, tem que ser tola.
Uma das últimas que tive o privilégio de classificar foi um suporte para vinho de mesa que minha sogra ganhou. Um pedaço de madeira com um furo em uma das extremidades e a outra plana no fundo. Você coloca o gargalo do vinho nesse buraco e fica brigando para deixá-lo em pé, flutuando sobre a mesa. Chic? Desafiante? Tudo bem, não sou nenhum sommelier, mas que eu saiba somente a armazenagem do vinho precisa ser na horizontal, na hora que está na mesa ainda está pra nascer o sujeito que vai conseguir a cada servida de taça equilibrar aquele troço de novo.
No mundo dos eletroeletrônicos, nove em cada dez são inutilidades e desses nove no mínimo cinco são coisinhas estúpidas. Massageadores elétricos? Escova de dentes elétrica? Agenda eletrônica? Cá pra nós, se o ser humano fosse somente mãos e cérebro sua evolução não seria tão menor no domínio e complexidade de suas ferramentas. Lendo um texto sobre inutilidades de Mário de la Rosa percebemos que fazendo uso de inutilidades aos poucos também nos tornamos inúteis: "Não temos nada para carregar, mas cismamos que temos de usar uma bolsa e depois nos esforçamos em encontrar badulaques para enchê-la, bugigangas que, depois de um tempo, começam a parecer indispensáveis. A esmagadora maioria de nós não tem nada para lembrar que sua própria cabeça ou, no máximo, um bloquinho de papel não possa armazenar(...)no entanto, nos encantamos com tranqueiras eletrônicas que se tornam imprescindíveis às nossas mentes insanas."
Sobre o universo feminino não vou tecer muitos comentários pois poderiam julgar-me machista, mas... vai haver coisinha estúpida assim lá longe! Papéis de carta e esmalte com estrelinhas são algumas, só para citar. Mas no mundo dos artistas e dos personagens famosos, podem me falar de Xaveco da Turma da Mônica, de Dizzy Reed do extinto Guns n´Roses, de Júnior (é, aquele boiolinha que fica ensebando do lado da Sandy), de Bacana da Turma do Manda-Chuva ou das Moranguinhos, mas nada e nenhuma coisa supera a figura com carona de tacho, branquela, sem expressão, muda, insípida e inodora daquela chamada Hello Kitty. Vou buscar até o fim da vida alguma explicação para o fascínio das meninas por esse ser (que infelizmente, dizem, é uma felina) que enfeita todas as outras coisinhas estúpidas desse universo no-sense sem sal.
Blogs também estão na lista e sob estudo.

